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Anos atrás vi um filme Indiano que me deixou marcas.
Simples (como todos os filmes fora do circuito comercial, leiam-se não americanizados). Sem grandes pretensões, inclusive de baixo orçamento.
Na cena de encerramento a câmera era afastada e enquadrava o encontro de dois jovens namorados numa longa vereda de terra batida.
O que despertou as minhas reflexões foi a repetição dos passos, que insistentemente e concomitantemente pisaram naquele terreno para formar aquela longa e sinuosa trilha. Fiquei imaginando a obstinação representada naquela cena, aparentemente sem graça.
Acredito que cada livro, cada filme deve carregar uma mensagem (mesmo nas entrelinhas). As pessoas, indistintamente, são potencialmente diversas. Todas oferecem a multiplicidade, inibindo de vez a unanimidade que no caso específico, pode ser é burra.
Na maioria das vezes restringimos a nossa visão a perspectivas limitadas e óbvias. Impedimos (quase sempre) nossa percepção de enxergar outros ângulos. Essa expansão, chamo de inteligência. Gosto de decifrar subtextos, analisar outros panoramas (que não os meus).
Eternamente aprendiz.
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